sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

No espelho com o filme "Livre" (Wild)



Baseado em um desses Best Sellers que lançam todo ano o filme Wild conseguiu me despertar os mais variados sentimentos, sim porque dificilmente alguém da espécie humana não irá se identificar com algo do filme, porque fala essencialmente do vazio existencial de recomeçar.
Reese Witherspoon está maravilhosa em sua atuação, já que filmes de dramas exigem muito dos protagonistas e ela segurou muito bem.
Mas agora vou falar do que me tocou no filme: a relação mãe-filha contada no filme é linda e cheia de costuras minuciosas para que a personagem que está em busca de si mesmo possa ter um recomeço.
Retrata a arrogância de  todos nós, quando somos jovens perdidos, e criticamos as nossas mães o tempo todo (lembra disso?), sim eu era uma aborrecente pentelha que azucrinava a minha mãe.
O auto - descobrimento da moça do filme passa o tempo todo pela sua relação conflituosa familiar e pela perda da mãe, que ela descobre em sua trilha árdua e solitária que era o Amor de sua vida e o quanto sua mãe apesar das escolhas e convergências da vida era muito mais sábia e elevada como ser humano do que ela um dia imaginou.
E que a passagem difícil e as perdas foram necessárias para que ela se tornasse a mulher que sua mãe sempre sonhou.
Enfim é um filme lindo, com cenas tocantes e músicas encantadoras como essa que foi a mais cativante pra mim, e que aparece numa das cenas que dá vontade de chorar (buáaaaaaaaa):





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