domingo, 18 de setembro de 2016

O "não faz sentido" de Donnie Darko (2001)




O filme que  eu trouxe hoje é o meu preferido dos últimos tempos, da última semana. Donnie Darko chegou para abalar minhas estruturas. 
Com pegada oitentista esse filme foi uma grande surpresa pra mim. 
Primeiro pelos grandes atores, muitos estavam começando na época e outros veteranos mas não menos ofuscados arrasaram no filme.
Uma grande curiosidade é que Drew Barrymore foi produtora do filme por tanto que acreditou no roteiro do estreante diretor Richard Kelly. 
Este filme abala o que já está desconstruído e até quem não é tão ingênuo, pois além das críticas sociais fala dos temas desestruturantes do ser humano que é a questão do tempo e da morte.
Donnie Darko é um jovem extremamente inteligente que ignora as instituições e os outros seres humanos (os da escola principalmente) e isso já é o bastante para um personagem me cativar.
A genialidade do filme penso que tem a ver com essa frase da imagem de uma cena de Donnie na classe, onde ele diz:

"Destruição é uma forma de criação"

Porque o filme de certa forma é uma destruição, com peças desconexas mas que fazem sentido, criando um filme  onde é possível todas as interpretações, assim como tentamos com o caos mas não conseguimos.
Donnie Darko mostra a nossa face mais verdadeira: A hipocrisia familiar, a falência da educação, a intolerância ao diferente, a artificialidade do estado , das pessoas, a loucura, o amor e a nossa insignificância...Em certa cena Donnie Darko diz que pode ser um herói mas o fracasso da história mostra que acontecimentos bizarros e surreais acontecem e que não temos contole sobre nada do nosso misterioso enredo de vida.


Nota 10.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

No espelho com o filme "Livre" (Wild)



Baseado em um desses Best Sellers que lançam todo ano o filme Wild conseguiu me despertar os mais variados sentimentos, sim porque dificilmente alguém da espécie humana não irá se identificar com algo do filme, porque fala essencialmente do vazio existencial de recomeçar.
Reese Witherspoon está maravilhosa em sua atuação, já que filmes de dramas exigem muito dos protagonistas e ela segurou muito bem.
Mas agora vou falar do que me tocou no filme: a relação mãe-filha contada no filme é linda e cheia de costuras minuciosas para que a personagem que está em busca de si mesmo possa ter um recomeço.
Retrata a arrogância de  todos nós, quando somos jovens perdidos, e criticamos as nossas mães o tempo todo (lembra disso?), sim eu era uma aborrecente pentelha que azucrinava a minha mãe.
O auto - descobrimento da moça do filme passa o tempo todo pela sua relação conflituosa familiar e pela perda da mãe, que ela descobre em sua trilha árdua e solitária que era o Amor de sua vida e o quanto sua mãe apesar das escolhas e convergências da vida era muito mais sábia e elevada como ser humano do que ela um dia imaginou.
E que a passagem difícil e as perdas foram necessárias para que ela se tornasse a mulher que sua mãe sempre sonhou.
Enfim é um filme lindo, com cenas tocantes e músicas encantadoras como essa que foi a mais cativante pra mim, e que aparece numa das cenas que dá vontade de chorar (buáaaaaaaaa):





domingo, 7 de setembro de 2014

Sobre o nosso consumismo...

Bolsa de Grife

Vanessa da Mata


Comprei uma bolsa de grife
Mas ouçam que cara de pau.
Ela disse que ia me dar amor
Acreditei, que horror
Ela disse que ia me curar a gripe
Desconfiei, mas comprei
Comprei a bolsa cara pra me curar do mal
Ela disse que me curava o fogo
Achei que era normal
Ela disse que gritava e pedia socorro
Achei natural
Ainda tenho a angústia e a sede
A solidão, a gripe e a dor
E a sensação de muita tolice
Nas prestações que eu pago
Pela tal bolsa de grife 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

é o que pulsa o meu sangue quente...

Esse título do post combina muito com o que trago aqui sobre a minha profissão: Psicologia.
Até hoje ainda não sei o que fez com que eu me tornasse psicóloga, se veio de mim ou de fora como uma dessas forças da natureza mesmo, que vem numa tarde qualquer. Não imaginava jamais que se tornaria a psicologia em mim uma profissão simbiótica, daquelas em que tudo se torna um só e depende da outra, e por isso claro vai além da minha profissão, vai para minha vida.

Mas o que nessa profissão me faz pulsar/pensar? Ah! essa é uma questão daquelas "Ad Infinitum" e só findará quando eu tiver ido para outro plano, rs.
Uma frase de Camille Claudel me arrebatou a algum tempo e dizia da ausência sempre presente que nos atormenta. Na época eu não entendia porque eu gostei tanto da frase, mas hoje cada vez mais ela me faz algum sentido. Psicologia é suportar vazios.

 Enamorada da Psicologia, tenho a certeza de que não poderia haver melhor trabalho na face da terra para mim do que esse. Porque ele me divide o tempo todo, ele não me dá respostas, não corresponde a nenhum estereótipo do que venha a ser um psicólogo, enfim ele é maravilhoso!
Vivo um não-ser psicólogo o tempo todo. Não existe profissão mais difícil e arriscada do que essa porque podemos cair no lugar comum ou pior no lugar errado como vejo muitos colegas por aí...
Já cometi erros e isso faz parte de um trabalho que nos exige indagações constantes e nos coloca sempre em dúvida do que realmente é o nosso papel como psicólogos. Será que colaboro com a massificação e manipulação dos mais pobres como acontece na Assistência Social? Será que transformo o empregado em objeto de lucro para a empresa? Ou controlo os desajustados com algum CID/DSM-V e assim ele viverá "transtornado" para sempre? São muitas as questões que nos permeiam...

Mas uma coisa é certa: de tudo que nos é imposto devemos procurar brechas para fazer o contrário (olha as questões que foram levantadas), claro que com muita dignidade e respeito ao sistema vigente, claro.
E isso é muito, mas muito complicado eu sei, é  a causa de nossas noites mal dormidas de muitas das discussões no nosso trabalho, das incompreensões e do não saber o que fazer. 
Assim nos movemos, acertamos e erramos, acredito sim que temos uma profissão dificílima pois envolve sempre um lugar de ausência. E ainda assim sem saber muito o que fazer, eu não consigo deixá-la.








sábado, 26 de outubro de 2013

Make "Diva da Nouvelle Vague"

Nesta noite de sábado eu resolvi fazer uma make inspirada nas divas do cinema francês. Claro que por ser inspiração fica muito diferente rs...Mas garanto que tudo que tiver olho gatinho marcado terá um quê de diva do cinema francês:



MAKE-UP LOOK: Une Femme Est une Femme (1961)



Passo a passo:
1- Limpar a pele eu uso um adstringente da Avon (Avon, está dentro da minha realidade, hehe).


2- Passar o BB Cream, eu usei o da Avon, minha cor é o Bege Médio, como minha pele tem muitas imperfeições (afinal são 31 primaveras de sol escaldante do centro oeste,hehe) a cobertura não é "grandes 
coisa", só uniformiza a cor da minha pele, mas eu sempre achei que as makes das atrizes francesas da nouvelle vague tinham peles muito naturais. Então o BB cream resolve.


3- Corrijo as sobrancelhas com um lápis próprio da Avon, escolhi um tom a menos o louro acho que fica mais natural.




4-  Depois das sobrancelhas vem os olhos, usei minha paleta Jasmyne 3D, procurei usar sombras claras, esfumei com um marrom que acabou puxando para um dourado, iluminei abaixo das sobrancelhas com um branco e na pálpebra usei uma sombra pérola mais puxada para o champanhe (existe essa cor? hehe), essas sombras são todas cintilantes.







5- Para finalizar batom nude (marca paralela, rs), delineador da Natura e rímel Super Shock Avon. 










E C'est Fini! 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Abalo sísmico

Onde foi?
o instante em que me distanciei
o momento fugitivo que permanece
a ausência que se faz presente
Onde foi que me devastei ?
__ No impossível que só faz imensidão.

sábado, 28 de setembro de 2013

Makeup inspiration

Como eu amo make e sei que muitas blogueiras fizeram sua versão, eis a minha:




Sombras Jasmyne 3 D e boca nude de um batom que eu comprei por aí no mercado paralelo...haha não tem nem marca... claro que apliquei corretivo para realçar a cor nude... Fiquei a cara da Ivete!! rs...
haha...engraçado que eu faço essas makes, mas acho que fica muito melhor pra cantoras (não saio assim, prefiro makes mais neutras...)
Ah, bom ressaltar que todas as cores ficam muito bem em morenas...E viva as makes divas!