esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama
sinto muita pena de
minha mulher
ela vai ver este
corpo
rijo e
branco
vai sacudi-lo e
talvez
sacudi-lo de novo:
“Henry!”
e Henry não vai
responder.
não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.
no entanto,
eu quero que ela
saiba
que dormir
todas as noites
a seu lado
e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas
e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora
ser ditas:
eu
te amo.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
“Eu te amava; mas já que Deus não me tinha concedido a graça de ser a tua companheira neste mundo, não devia ir roubar ao teu lado e no teu coração o lugar que outra mais feliz, porém menos dedicada, teria de ocupar.
Continuei a amar-te, mas impus-me a mim mesma o sacrifício de nunca ser amada por ti.”
[José de Alencar, livro "Cinco minutos" ]
Continuei a amar-te, mas impus-me a mim mesma o sacrifício de nunca ser amada por ti.”
[José de Alencar, livro "Cinco minutos" ]
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Fantasia I:
Ele: Eu sumi e te deixei porque te conheci, e vi o quanto você era carinhosa, sensível e até ia me apaixonar por você.
Ela: [... ] A covardia me dá sono. Boa noite!
Ela: [... ] A covardia me dá sono. Boa noite!
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