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L'amour est enfant de boheme
Il n'a jamais jamais connu de lois.Carmen Bizet.
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Longe de qualquer contaminação de gênero, sexismo, feminismo e todos os "ismos" que um dia me influenciaram, tive que me perguntar porque os homens matam tanto suas mulheres? Mas não venho aqui propor dados históricos e numéricos a respeito das vítimas, descontextualizar a realidade acerca da violência, até porque sempre haverá uma resposta cabível do ponto de vista humano-cientifico, cultural, histórico, antropológico ou seja lá qual for o discurso pronto e racional. Penso nessas respostas e nenhuma delas ao menos suaviza o meu mal-estar sobre as tragédias amorosas dos noticiários.
No amor não há garantias, talvez por isso os homens se percam. Algumas mulheres não sabem viver sem se submeter ao que a está destruindo, sempre voltam para o seu agressor na esperança de que o Amor os resgate e quem sabe assim serão felizes.
Algumas mulheres são assoladas pelo amor que causa sofrimento e morte. Sempre respondem a dinâmica autodestrutiva da relação. Sem também minimizar a responsabilidade do homem, pois um casal mesmo desarmônico, é feito de uma interação que só os dois se autorizam.
Uma vez disse um poeta: Nó aperta, laço enfeita, devemos nos haver com nossos nós, mulheres sei que não é fácil desatá-los e que o amor é uma causa perdida. Mas que pelo menos saibamos reconhecer a cilada de um amor que poderá nos levar a morte. Homens violentos provavelmente repetirão seus atos, com uma parceira que esteja com ele nesta situação de violência. Reparem nisso, nos detalhes, nos pequenos atos e gestos, na agressividade que é tão fácil de ser descoberta, e não aceitem! Falem, procurem ajuda nos Disk - Direitos Humanos da vida.
Reajam sempre no sentido de abandonar um amor desses, parece dica de auto-ajuda mas no ponto em que chegamos, com tantas mulheres sendo assassinadas por seus amores, tomemos então as medidas práticas.
O amor é um jogo perdido já sabia Amy Winehouse, mas tomara que possamos um dia perder com mais dignidade.